MORFOLOGIA
Estrutura
A maioria dos rotíferas têm de 0,1 a 1mm de comprimento, são bilateralmente simétricos e possuem corpo alongado. O corpo é coberto por uma cutícula esculturada, denominada lorica, e sua coloração geralmente é transparente, embora possa ocorrer variações dependendo da cor do trato digestivo.
Anatomicamente, o seu corpo é dividido em cabeça, tronco e pé. Na cabeça localiza-se uma coroa de cílios que é usada para gerar uma corrente que empurra partículas em direção à boca, este movimento dos cílios também é utilizado na natação dos rotíferas. A região central da cabeça não possui cílios e é chamada de campo apical, nele está a boca, que é ligada a uma faringe mandibulada chamada mastax, usada para triturar alimentos.
No tronco localizam-se a maioria dos órgãos dos rotíferas, ele pode ser cilíndrico ou achatado e é coberto pela lorica, que é endurecida e pode se dividir em placas ou seções anelares, ela também pode ter espinhos ou apêndices articulados.
O pé, também chamado de cauda, destes organismos é estreito e móvel, e pode ser retraído para dentro da lórica. Esta extremidade do corpo geralmente apresenta de uma a quatro projeções, chamadas de esporões ou dedos. Ele é modificado de acordo com o hábito de vida do animal, sendo assim, em espécies bentônicas o pé permite a fixação no substrato a partir de dutos presentes nos dedos que produzem uma substância adesiva, permitindo que o animal se fixe no solo, já nas espécies pelágicas os esporões podem estar reduzidos ou ausentes.
Vários rotíferos pelágicos sofrem mudanças sazonais na forma ou nas proporções do corpo, um fenômeno conhecido como ciclomorfose.
O corpo pode ser dotado de espinhos, cerdas e esporões que servem para proteção contra predadores. A presença desses predadores podem provocar o crescimento dos espinhos em algumas espécies.
Durante uma estação do ano, indivíduos de algumas espécies possuem espinhos mais longos ou mais curtos que aqueles desenvolvidos por seus descendentes geneticamente idênticos durante outra estação.

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