NUTRIÇÃO
A boca do rotífero é tipicamente ventral e é geralmente circundada por uma parte da coroa. A boca pode abrir-se diretamente no interior da faringe ou um tubo bucal ciliado pode situar-se entre a boca e a faringe. A faringe ou mástax é a característica de todos os rotíferos, e sua estrutura é uma característica distinta do filo. O mástax é geralmente oval ou alongado e altamente musculoso. O epitélio interno porta sete peças grandes, interconectadas e que projetam pedaços (estrutura denominada “trofos”) composto de um material mucopolissacarídico ácido. O mástax é utilizado tanto na captura como na trituração do alimento, e sua estrutura varia dependendo do tipo de comportamento alimentar envolvido.
A forma de alimentação dos rotíferos pode se dividir em:
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alimentação através do material em suspensão: na qual as partículas diminutas chegam até a boca do animal através de uma corrente de água produzida pelos cílios coronais. Neste caso os cílios (denominados trocos) servem tanto para alimentação como para natação (direcionando o fluxo de água). O mástax também é adaptado para este habito alimentar, em forma de duas placas largas e opostas.
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alimentação através da predação: podendo ser protozoários, rotíferos e outros pequenos metazoários. A captura ocorre através de sucção, os trofos em forma de pinça são utilizados para segurar e manipular a presa uma vez que esta se encontre na cavidade do mástax.
Podem ocorrer também com um habito de vida parasitária, vivendo em pequenos crustáceos, brânquias de poliquetas e em minhocas ( em caso de habitarem em aguas doce), nos rotíferos parasitas tanto o pé como o mástax são modificados como um órgão de ligação e a coroa é reduzida.
Localizadas no interior das paredes do mástax da maioria dos rotíferos encontram-se massas glandulares enzimáticas chamadas glândulas salivares que se abrem através de dutos imediatamente em frente ao mástax. Um esôfago tubular une a faringe ao estomago. Na junção do esôfago e estomago encontra-se um par de glândulas gástricas secretoras de enzimas com cada qual abrindo-se por meio de um poro em cada lado do trato digestivo. O estomago é um grande saco que passa no interior de um intestino curto. Os órgãos excretores se abrem no interior da extremidade terminal do intestino, que consequentemente funcionado como uma cloaca. O ânus abre-se na superfície dorsal próximo a parte posterior do tronco

EXCREÇÃO
Os rotíferos são animais amoniotélicos (que excretam amônia). Possuem tipicamente dois protonefrídios na pseudocele, um em cada lado do corpo. Cada protonefrídio tem algumas a muitas células terminais, que descarregam no interior de um túbulo coletor. Os dois túbulos coletores são esvaziados em uma bexiga, que se abre no lado ventral da cloaca; nos bdelóides, ocorre uma constrição entre o estomago e o intestino, e uma cloaca um pouco bulbosa age como bexiga. O conteúdo da bexiga ou da cloaca é esvaziado através do ânus por contração.
Os protonefrídio dos rotíferos funcionam na osmorregulação e na regulação iônica. O fluído excretado é hipoosmotico em relação ao fluido da pseudocele, e a velocidade de descarga da bexiga é determinada pelo conteúdo iônico do meio ambiental. A alta velocidade de descarga de uma bexiga sugere que possa estar entrando um pouco de fluido no corpo através da boca na alimentação.
A maioria dos rotíferos terrestre associa-se ao solo, ao húmus das folhas, musgos e liquens e só é ativa durante os curtos períodos quando essas superfícies estão preenchidas com água. Durante esse período, esses rotíferos terrestres nadam nos filmes de água. São capazes de sofrer dessecação, geralmente sem a formação de cistos, e podem permanecer em um estado dormente e altamente resistente (criptoliose) por até quatro anos.

SISTEMA NERVOSO E ORGÃOS DO SENTIDO
Os rotíferos possuem sistema nervoso relativamente simples. Seu cébero fica na parte dorsal e dele saem nervos que chegam até os órgãos sensoriais e outras partes do corpo. Seus órgãos sensoriais consistem em cerdas sensoriais na coroa ciliada e uma antena dorsal. Possui um ou dois olhos olhos cerebrais ou então um par de olhos na região anterior, mas de vez em quando pode ter os dois (olhos cerebrais e par de olhos na região anterior)
A área da corona geralmente possui uma variedade de cerdas ou espinhos sensíveis ao toque – e frequentemente um par de poros ciliados provavelmente quimiorreceptores. As antenas dorsais e lateral são provavelmente tácteis. Alguns rotíferos possuem flósculos sensoriais, que são arranjados como um grupo de micropalitas rodeando um poro. Estes flósculos podem ser tácteis ou quimiossensoriais. A maioria dos rotíferos errantes possui ao menos um ocelo simples encaixado no gânglio cerebral. Em alguns, o ocelo cerebral é acompanhado por um ou dois pares de ocelos laterais na superfície coronal, e algumas vezes por um par de ocelos no campo apical. Os ocelos lateral e apical são grupos epidérmicos multicelulares de células fotossensíveis. Clément (1977) descreveu possíveis barorreceptores ou quimiorreceptores na cavidade corporal que podem ajudar a regular a pressão interna ou a composição do fluido
LOCOMOÇÃO
Os rotíferos podem se locomover rastejando com movimentos de medepalmos com auxílio do pé, ou nadando com os cílios coronais, ou ambos.
O pé é mais estreito e normalmente tem de um a quatro dedos. Sua cutícula pode ser anelada de maneira a ser telescopicamente retrátil. O pé é um órgão de adesão e contém glândulas pedais que secretam um material adesivo utilizado tanto por formas sésseis como rastejantes. Ele é gradualmente afilado em algumas formas e nitidamente mais destacado em outras. Em formas pelágicas nadantes, o pé está frequentemente reduzido.
A corona é retraída quando o animal rasteja e o pé se adere ao substrato, usando a secreção adesiva das glândulas podais, então estende o corpo, fixa o rostro, libera o pé para se mover para frente e novamente se prende ao substrato com o pé.
Nas espécies planctônicas nadam continuamente e são adaptados a se manter em uma posição favorável na coluna d’água.

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